Marguerite Duras 1914-1996
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Amor e marés...

A maré sobe, depois desce, depois volta a subir...
Este é o compasso neste fim de mundo. Bom, diga-se antes de mais que este local não é o fim do mundo. Existem barcos regulares que nos ligam ao território que tanto prezo, o meu querido Portugal. Bom, outra ressalva, o local onde estou é em Portugal. O que interessa para o caso é que sinto como se isto fosse isolado do meu mundo, além de não parecer pertencer ao meu País (sendo um reflexo do meu País mais verdadeiro do que a minha bela Lisboa, perdoem-me a contradição - para este assunto ulilizarei outro desabafo). O que interessa agora para o caso é que as rotinas feitas pelo mar e pelo sol, neste fim de mundo, conjugadas com todas as outras rotinas quotidianas, me trazem a sensação de estar a viver neste local desde sempre. Como se fosse uma vida paralela. Preciso desesperadamente da minha Lisboa!!!! Das minhas noites, da minha casa, dos meus afectos bem presentes. Sinto-vos a falta! Dos meus amores conquistados dia após dia. Por mim escolhidos, uma e outra vez. Tal como a maré, que desce sempre, mas todos os dias escolhe o toque da terra para voltar a subir.
Aos meus amores amigos um reconhecimento da falta que me fazem, mas sobretudo do bem que me fazem sentir.
Beijos.
Este é o compasso neste fim de mundo. Bom, diga-se antes de mais que este local não é o fim do mundo. Existem barcos regulares que nos ligam ao território que tanto prezo, o meu querido Portugal. Bom, outra ressalva, o local onde estou é em Portugal. O que interessa para o caso é que sinto como se isto fosse isolado do meu mundo, além de não parecer pertencer ao meu País (sendo um reflexo do meu País mais verdadeiro do que a minha bela Lisboa, perdoem-me a contradição - para este assunto ulilizarei outro desabafo). O que interessa agora para o caso é que as rotinas feitas pelo mar e pelo sol, neste fim de mundo, conjugadas com todas as outras rotinas quotidianas, me trazem a sensação de estar a viver neste local desde sempre. Como se fosse uma vida paralela. Preciso desesperadamente da minha Lisboa!!!! Das minhas noites, da minha casa, dos meus afectos bem presentes. Sinto-vos a falta! Dos meus amores conquistados dia após dia. Por mim escolhidos, uma e outra vez. Tal como a maré, que desce sempre, mas todos os dias escolhe o toque da terra para voltar a subir.
Aos meus amores amigos um reconhecimento da falta que me fazem, mas sobretudo do bem que me fazem sentir.
Beijos.
terça-feira, 16 de junho de 2009
One of my hearts is gone forever...

Durante um pequeno período da minha vida um novo coração ficou cravado em mim. Daquelas improbabilidades quase tão distante como ganhar num qualquer jogo da sorte. Há uns dias esse coração partiu. Fica aqui uma pequena lembrança de quando eram dois os que em mim habitavam...
So long my beloved heart made of blood...
So long my beloved heart made of blood...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Raios!!!!!!

Ontem um raio caiu ao meu lado. Não me acertou, mas acertou em alguém próximo que admiro e prezo. Raio esse que modifica a vida e a prespectiva sobre a vida para sempre. Estou a ser apenas espectadora, mas isso não me traz alívio... Fez-me apenas ver que de um dia para o outro tudo pode mudar em nós.
Estou chocada! Estou triste, comovida, revoltada e com medo. Estas palavras são das primeiras que me saem sobre isto. Contudo, muito honestamente, serão estes episódios suficientes para que a nossa vida tenha outro sabor? Para que a possamos saborear enquanto é tempo? Para que a possamos saborear enquanto é tempo quem amamos? ...
Apenas desejo que as pessoas envolvidas tenham a força para “subir à tona” e conseguir saborear e lutar pelas suas próprias existências. Apesar de toda a dor e sentimentos de revolta. Porque muitas vezes não há justiça neste mundo!
sábado, 30 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
O que há em mim é sobretudo cansaço -

O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém,
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque amo infinitamente o finito,
Porque desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
terça-feira, 12 de maio de 2009
Realidades sentidas ou vividas?
Quente ou frio?...
No dia em que tirei esta fotografia estava um calor de morrer. Isso não foi impeditivo que aquela senhora achasse confortável o uso de umas botas de borracha, as ditas galochas, quando eramos miúdos. Nessa altura andar de galochas para mim era um misto entre suplício e a sensação de liberdade de poder andar nas poças. Que alegria era dar um salto no ar e, SPLACH!
Devo dizer que no ano de 2006 nos Estados Unidos aquelas botas estavam na moda. Era comum encontrarmos montras cheias de galochas de todos os feitios e cores. E apesar do calor, as Nova-Iorquinas usavam-nas com todo o orgulho (e possivelmente todo o desconforto). Mas uma Nova-Iorquina nunca revela o seu sofrimento nestes contextos! A moda é soberana!
Poderemos fazer especulações sobre o que cada uma das senhoras estava a sentir com o seu calçado próprio naquele dia de calor. A de sandálias, confortavelmente a gozar os seus dedos quase descalços. Ai que saboroso é!! A senhora das galochas com padrão Burberry’s poderia estar em sofrimento absoluto. Noutra perspectiva, a realidade poderia estar a ser sentida por esta segunda senhora com um tal entusiasmo por estar na moda, que qualquer esforço seria desprezável perante o prazer de calçar uns sapatos de que gostamos.
Estéticas à parte, será que o que percepcionamos se adqua em todas as ocasiões à realidade? E será que temos todos a mesma realidade? Será que temos todos os mesmos valores? Certamente que não!
Os limites de estas duas mulheres são diferentes relativamente à temperatura que suportam. O que para uns é sinónimo de inaguentável, para outro ser humano poderá apenas significar prazer. No caso destas mulheres Nova-Iorquinas cada uma estava nos seus próprios sapatos. Os quais escolherem naquele dia. A saborear cada passo naquelas ruas cheias de vivavidade. Contudo por vezes alguém tenta calçar os nossos sapatos. E aí, onde estarão os limites?
Apesar de tudo... Percepção ou realidade?...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
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